Nos últimos anos, você deve ter notado um movimento curioso — marcas gigantes do mercado estão “simplificando” seus logos. Sai o brilho, entra o flat design. Sai o degradê, entra o visual limpo e direto.
Mas o que parece apenas uma mudança estética, na verdade, é uma grande virada estratégica no mundo do branding.
Menos é mais — mas com propósito
Quando dizemos que “menos é mais”, não estamos falando sobre minimalismo por moda. Estamos falando sobre clareza.
Marcas como Mastercard, Jaguar, OLX e tantas outras entenderam que um bom logo não precisa gritar — ele precisa ser compreendido em qualquer lugar: na tela do celular, no outdoor, no ícone de um app ou até dentro do metaverso.
Simplificar virou sinônimo de adaptar-se à era digital, onde a agilidade visual vale mais do que um design rebuscado.

O caso Mastercard: quando o simples vira universal
Em 2016, a Mastercard removeu os efeitos 3D e sombras que marcavam seu logo há décadas. O resultado? Duas formas circulares planas, nas cores vermelho e amarelo, e um nome em tipografia limpa.
Foi um dos primeiros grandes rebrandings a apostar de vez no flat design, criando um símbolo que funciona tanto em pixels quanto em papel. O curioso é que a marca ficou tão reconhecível que, anos depois, retirou o nome do logo — e continuou perfeitamente identificável.
👉 Esse é o ponto: quando o conceito é forte e coerente, a simplicidade vira força, não fraqueza.
📸 [Sugerir imagem 2]: logo antigo e novo da Mastercard, lado a lado.
Legenda: “Quando o símbolo fala por si, o texto vira opcional.”
OLX: clareza visual e reposicionamento digital
Outra marca que entendeu o jogo foi a OLX. Na sua nova identidade, saiu o degradê, entraram cores sólidas e linhas limpas. O resultado foi um logo mais funcional, versátil e compatível com interfaces digitais. Essa mudança não foi apenas estética — foi estratégica.

A OLX vinha passando por um processo de reposicionamento, buscando comunicar uma marca mais moderna, confiável e próxima do público digital. O novo design refletiu exatamente isso: clareza, confiança e praticidade.
O que essas transformações têm em comum
Ao analisar essas mudanças, percebemos um padrão que vai muito além da estética.
As novas identidades visuais estão ancoradas em três pilares
- Foco na experiência digital: o logo precisa funcionar em telas pequenas, animações, aplicativos e ícones.
- Reflexo da modernização da marca: simplificar é um sinal de maturidade — é saber o que manter e o que eliminar.
- Reconhecimento instantâneo: quanto mais clara a forma, mais fácil de memorizar.
Hoje, um bom logo não precisa de muitos elementos para ser marcante. Ele precisa ser versátil, inteligente e funcional.

Logo é só o começo. Estratégia é o que sustenta.
O erro mais comum das marcas é achar que identidade visual se resume a “fazer um logo bonito”.
Mas design sem estratégia é só decoração. Uma marca forte nasce de dentro pra fora — da clareza sobre quem você é, o que representa e como quer ser lembrada. O logo é apenas a tradução visual disso tudo.
Por isso, o movimento das grandes marcas é um lembrete importante para qualquer negócio:
não basta ter um logo novo — é preciso ter uma mensagem clara e um posicionamento coerente por trás dele.

E o que sua marca pode aprender com isso?
Antes de pensar em trocar cores ou tipografia, pergunte:
- O meu logo traduz o propósito da minha marca?
- Ele se adapta bem aos formatos digitais?
- Ele é reconhecível mesmo em tamanho pequeno?
Se a resposta for “não” para uma dessas perguntas, talvez seja hora de repensar a identidade.
Mas lembre-se: rebranding não é sobre mudar por mudar. É sobre evoluir com consciência, alinhando estética, estratégia e propósito.
Conclusão
As grandes marcas estão mostrando o caminho — e o recado é simples: menos pode ser muito mais, quando existe propósito. A estética minimalista é apenas o reflexo de algo mais profundo: clareza estratégica, maturidade e coerência. E se a sua marca ainda não está comunicando isso com força, talvez o primeiro passo não seja mudar o logo, mas revisitar o posicionamento.
Na Container Criativo, a gente acredita que criatividade é estratégia, não só estética. E é exatamente isso que faz um logo deixar de ser só um desenho — e virar identidade.